Segunda feira da Segunda Semana do Tempo Comum

Hb 4,12; 1Ts 2,13; Hb 3,13; 1Ts 5,17 e Santo Inácio de Antioquia


A Palavra do Senhor é viva e eficaz (Hb 4,12). Esta afirmação inspira nosso início de semana e nos lembra que a Palavra do Senhor realiza, torna presente o que ela diz, como exorta o apóstolo Paulo aos Tessalonicenses (1Ts 2,13) e a nós: A Palavra de Deus produz efeito naqueles que abraçam a fé. Essa certeza nos leva ao Salmo 91 que nos recorda que o justo florescerá como a palmeira. Diante das dificuldades do dia a dia, o poder de Deus se manifesta nas vidas santas.[1] O significado de santo para nós cristãos católicos de hoje, se confunde com o significado de justo para o Povo de Deus do Antigo ou Primeiro Testamento. Então temos que os santos, os justos, florescerão como a palmeira. Florescer, para uma planta, é gerar vida, é gerar semente, é deixar descendência, é produzir um legado, é atingir a plenitude da sua razão de ser. Uma metáfora que quer nos dar a confiança, de que a busca por uma vida justa, por uma vida santa, deixará frutos de vida plena para nós e para todos que conosco convivem. Por isso não podemos desanimar. Animai-vos uns aos outros, dia após dia, enquanto ainda se disser “hoje” (Hb 3,13). Se as águas do mar da vida nos querem afogar[2], Venha ao nosso tempo a paz do Senhor.[3]


“Nada vos faltará, se tiverdes em Jesus Cristo perfeita fé e caridade, que são o princípio e o termo da vida: o princípio é a fé; a caridade o termo”[4] exortava Santo Inácio de Antioquia aos Efésios. O santo também repercutia, já no século I, a máxima que ainda hoje é verdadeira: conhece-se a árvore por seus frutos. O cristão nasce da fé, que é experiência, encontro espiritual pessoal com Cristo, e não adesão a uma ideia, a uma ética ou a uma filosofia[5]. É experiencia amorosa de encontro entre o fiel e o Filho de Deus. Este encontro se mostra por uma mudança de comportamento que leva necessariamente ao amor ágape, caridade. O termo, o destino, a razão, a expressão da fé cristã é a caridade fraterna. O cristão expressa sua fé pelo lançar-se ao encontro do outro que sofre, por fazer da empatia uma prática de fé.


Mas ser cristão é conectar-se com a vida que expande para além desta vida material. Para isso nos recorda o apóstolo Paulo que devemos orar sem cessar (1Ts 5,17). A oração em particular é alimento espiritual nos desafios da vida cotidiana, mas participar da Eucaristia é graça.[6] Na Celebração Eucarística fazemos memória e tornamos presente o mistério da redenção[7]. Cristo se dá a nós cada dia de novo, na eucaristia, na memória do Mistério Pascal do Calvário. A Palavra de Deus é viva e eficaz, e Ele disse: fazei isto em memória de mim.


Demos Glória a Deus Pai onipotente

e a Seu Filho Jesus Cristo, Senhor nosso,

e ao Espírito que habita em nosso peito

pelos séculos dos séculos. Amém.


Flávio Barreiros da Silva - 17 de janeiro de 2.022 - Ano Litúrgico C


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[1] Hino do Ofício das Leituras, Liturgia das Horas III, II Segunda Feira. [2] Nelson Monteiro da Mota. [3] Coleta da 2ª. Semana Comum. [4] Da Carta aos Efésios, de Santo Inácio de Antioquia, Bispo e Mártir do Século I [5] Deus Caritas Est, Papa Bento XVI, n°. 1. [6] Oração Sobre as Oferendas. 2ª. Semana Comum. [7] Oração Sobre as Oferendas. 2ª. Semana Comum.

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